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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

É POR ESTAS E POR OUTRAS...


Quando no último trimestre de 2008 as dificuldades já eram bem reais e já se faziam ouvir por todo o lado os ecos da crise, os nossos (des)governantes de forma alarve irresponsável e revelando a maior das ignorâncias que lhe são, aliás bem características, diziam que não que coiso e tal que Portugal estava ao abrigo de qualquer temporal, quanto mais tempestade económico-financeira. Depois quando já não havia como continuar a tapar o sol com uma peneira, lá vieram a lume admitir que sim que havia a tal crise mas que a culpa, va de retro, jamais seria deles, era a conjectura internacional.

Meses de inércia volvidos em que a crise serviu de desculpa para tudo, inclusive para aproveitamentos de muitos patrões, mas isso são outros quinhentos, o idiota, sem o menor pingo de vergonha ou pudor que o caracteriza como todos sabemos, vem ao pequeno écran arreganhar a dentola e reclamar para si e seus compadres a retoma económica, como se diz aqui pelo Ribatejo, "Não há cu que aguente".

Longe vem a retoma, apenas nos encontramos a reboque das outras economias de quem dependemos. Perto vêm os dias difíceis de quem vê o subsídio de desemprego a chegar ao fim e os portões das fábricas de onde saíram encerrados.

Demasiado confiantes na ancestral amnésia do povo português e na sua total falta de coragem e cultura política, lá vão mais uma vez cantando e rindo rumo a mais uma legislatura em que só farão o que sabem fazer, nada, e continuarão a limpar as mãos às costas das outras forças políticas, à conjectura internacional e às de quem mais se puser a jeito.

É por estas e por outras que um dia disse não a um caminho que abriam à minha frente, porque sabia que dominava mal o meu mau feitio e tinha o estômago muito pequeno para estas lides...

domingo, 12 de abril de 2009

PÁSCOA FELIZ


Dia de renovação, de purificação, de olhar para o outro de forma nova, limpa sem mácula.
Dia de alegria, união, renascimento.
Dia de família, dia de partilha.
Boa Páscoa.

quinta-feira, 26 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

VIOLINOS NO TELHADO!


Hoje tive sorte!

Porque almocei com o meu marido, coisa que raramente acontece e porque felizmente trouxe alguém com ele muito agradável e interessante. Um fulano novo aí de uns 40 anos, alto, bonito mas sobretudo cativante, de uma forma que eu já julgava extinta, divertido, de um divertimento revestido de bom gosto.

A conversa fluiu e aflorou muitos temas até que à queima-roupa, absolutamente do nada me pergunta qual o meu instrumento preferido.

Sem pestanejar sequer respondo: - O violino.

Não, não toco violino, nem outro qualquer instrumento, sequer tinha alguma vez pensado nisto, mas o que é certo é que é verdade o meu instrumento preferido é o violino não me perguntem porquê, não sei explicar, sempre compreendi a música como um todo nunca tinha antes pensado num instrumento preferido sobre todos os outros.

E o vosso? Já pensaram nisso? Vá digam lá assim de repente sem pensar, qual é?

segunda-feira, 9 de março de 2009

EMBORA FECHADA NO ESCRITÓRIO


"Sei" este sítio e inundo-me de Primavera.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

SOPROS DO CORAÇÃO


Ontem, surpreendi-me a reflectir, a divagar sobre a vida e a morte, tracei uns quantos cenários e cheguei à conclusão de que há pessoas na minha vida sem as quais não saberia bem como direccionar-me sem elas, viver, levantar-me todos os dias, trabalhar, comer, respirar.

Outras que me fariam uma falta enorme, para sempre recordadas com amor, carinho e saudade, um sorriso, uma lágrima, inquilinas cativas do meu coração.

Outras de quem lamentaria o desaparecimento uma vez que eram seres humanos, tão só e apenas porque um ser vivo tinha cessado de viver.

Outras que nem isso, ou seja, nem sequer lamentaria o seu desaparecimento, tomaria conhecimento, nada mais, coração vazio, procurei, fiz um esforço, encontrei-o nu, despido de qualquer sentimento de saudade, piedade ou perdão.

Parece cruel, desumano, talvez, mas contudo é apenas real,consequência dos nossos dias? De como os vivemos ou melhor de como os não vivemos, não sei, apenas sei que tentei mas não consegui sentir ouvir outra coisa diferente dos verdadeiros sopros do meu coração.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

ARRUMAÇÕES


Vou arrumando 2008, mês a mês, dia a dia na caixa que lhe reservei e que em breve fará companhia às outras 49 que já descansam no sótão da minha memória.

Foi um ano de luta, de conquistas, de sucessos difíceis mas de sucessos.

Passo a passo abri caminho pelas dificuldades que a vida nos vai apresentando. Um a um venci os obstáculos. Ganhei, porque cresci, aprendi, por fim, a separar o trigo do joio. Deixei para trás coisas que antes me incomodavam, tornei-me melhor e mais forte enquanto pessoa, contudo mais exigente.

Perdi, parcialmente um amigo, sim que a morte só nos retira a presença física.

Dei-me a conhecer e conheci gente que me diz muito.

Deixei de tomar conhecimento de gente que não me diz nada.

Para o ano há mais, a ver vamos.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

SAUDADE


Por conta de tanta conversa de Natal, de festa, de reuniões de família e amigos, de repente, mesmo, mesmo agora fui atacada por uma saudade grande, grande, uma saudade boa daquelas que chegam a falar baixinho ao nosso ouvido ecos de dias passados.

Fecho os olhos estendo os dedos e sinto o teu perfume, os teus cabelos lisos e finos, vejo o teu sorriso aberto, franco e esses olhos grandes, lindos, limpos de quem está de bem com a vida, a gargalhada fácil, os eternos gestos de brincar. E o sol brilha apesar de já ser noite e sinto uma brisa morna de primavera.

Tenho saudades tuas, sinto, sentimos todos, a tua falta mas sei que como sempre, estarás no meio de nós meu amigo .

ANJOS

Andy Warhol

Chegam com fome, tristes, zangados, revoltados, irados, perdidos.

Com todas as marcas de sentimentos demasiado pesados para a sua pouca idade.

Vêem com as marcas da fome, do desprezo, do abandono, da maldade, do vício.

Trazem o estigma dos que a sociedade não quer ver, dos esquecidos dos não amados, dos que ninguém quis, são os marginais em potência, os criminosos de amanhã, dizem.

Quem os recebe não acredita em tal destino e depois de morta a fome do corpo, começa-se a alimentar a alma, persistentemente e quando o carinho e a dedicação, o desvelo, conseguem um vislumbre de uma mudança de direcção surgem os sorrisos e aí tornam-se, ainda que de cara suja, anjos e cantam como tal .

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

AMO-TE


São os pequenos gestos do dia a dia que nos gritam em silêncio a palavra, amo-te.
Muitas vezes dizemos que o outro não a diz tantas vezes como gostávamos de ouvir.
Muitas vezes a palavra foi dita, repetida, nós é que não conseguimos fazer o silêncio necessário a escutá-la.
Os pequenos gestos encerram as grandes palavras.
É uma questão de estarmos atentos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

APESAR DE MAIS "PEQUENA"


A semana apresenta-se irada, a ver vamos se não será esta a semana de todas as decisões.
É hora de pôr os --- nos tttt e .... nos iiii.
Dar novo rumo à vida ou talvez não, tanto pode depende destes 4 dias.
É tudo uma questão de, chamemos-lhe, flexibilidade ...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

APETECIAM-ME UMAS FÉRIAS PROLONGADAS


Pois era apeteciam-me as ditas férias longas calmas solarengas mas sobretudo distantes, distantes de tudo e sobretudo distantes deste não governar deste hesitar constante de tirar e pôr. Férias longas prolongadas sem a mácula da angústia do dia aprazado para o seu fim.

Apeteciam-me férias, distância, desta forma canalha e despudorada de governar, perdão de usurpar o poder e dizer que se governa. Apeteciam-me as tais férias longe dos intelectualóides baratos das Fátimas Felgueiras dos ridículos processos Casa Pia e afins, longe das televisões carregadas de novelas, vidas a metro que alguém vive por nós.

Apeteciam-me as tais férias longe, longe da estupidez, da burrice da avareza de sentimentos. Apeteciam-me férias de mim de vocês, de tudo a gente e de ninguém, férias de tudo o que me rodeia no dia a dia, do café da manhã aos jornais, aos computadores.

Apeteciam-me férias das conversas de chacha, das considerações longas e cheias de ideias preconcebidas que nos atacam os sentidos vindas de todas as direcções.

Apeteciam-me férias daquilo a que se chama civilização, sociedade, mundo empresarial.

Apeteciam-me férias numa recôndita aldeia daquelas onde já ninguém mora, num sítio onde o longe se faz mais longe, onde nem sequer os ecos deste mundo à beira do colapso chegam, são aliás proibidos de entrar, onde o mínimo me bastaria e teria todo o tempo do mundo para ler os não sei quantos livros que se já se amontoam pelo chão em redor da minha mesa-de-cabeceira, escrever cartas como dantes, povoadas de cheiros e desenhos toscos, tempo para dormir, tempo para acordar, tempo para viver.

Apeteciam-me férias dos relógios dos telefones e da humanidade, sobre tudo da humanidade, virar as costas ao mundo, usufruir do silêncio e pensar, poder pensar, sem influências externas, sem estereótipos, simplesmente pensar, reflectir, sem som mas com voz. Não não estou à beira de desistir, ou de um colapso qualquer estou apenas a tentar parar e desconstruir, reciclar, reaprender, escolher o que quero e como quero viver .

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

DA PROPORÇÃO DAS COISAS



Independentemente da abordagem ou sentido que lhe queiram dar.
Menos, é sempre mais!