Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

UM DIA DESTES "PASSO-ME"


E juro que parto a cara a uma certa psicoparva.

Eu podia estar de férias na boa, tomando umas banhocas de piscina e beberricando Mazagrans sem ninguém que me importunasse, olarilas se podia.

Mas como fui péssimamente educada e me ensinaram sempre a pensar nos outros, a partilhar, e como não tenho cú para ficar em casa fazendo coisa nenhuma ou seja o acima descrito, aqui a bela Tita toca de importunar Deus e todo o mundo para arranjar transporte e contando sempre com o amor e boa vontade de um grupo de mulheres fantásticas, daquelas que não fazem pedicura, nem vão ao ginásio nem a centros de bronzeamento à pistola, mas que não hesitam em dar tempo que é seu vindo para o seu local de trabalho às 5 da manhã para prepararem merendas, águas, toalhas e fatos de banho para cerca de 23 meninos que de outra forma não teriam nunca um dia de praia, muitos nunca tiveram, aproveitem estes inesperados dias e possam ter um dia mais tarde, uma memória feliz.

Aqui a caramela de serviço e as ditas senhoras do coração gigante tudo têm feito para que os miúdos se divirtam e tenham dias felizes despreocupados de criança como deveriam ter e não têm tido esse direito que lhes foi negado ao longo da sua curta mas amarga existência.

Chegámos ontem cansados, rebentados mas felizes e a tal psicoparva, acabadinha de regressar das suas mini-férias Espanhoelas, espeta-me com esta: "Acho que a Tita está a cometer um erro terrível, completamente ao contrário do que mandam os manuais, está a mostrar-lhes um mundo que nunca estará ao seu alcance e isso não pode ser benéfico".

A estúpida já me tinha dito o mesmo pelo Natal e eu juro pelos Santos que se hoje volta a dizer-me o mesmo a convido a enfiar os manuais num sítio onde não se vê o sol...

Levo os putos à praia porque sim, porque são crianças como as outras que gostam de areia, de mar e do gelado depois do banho, não procuro agradecimentos nem gratificações, tão pouco comprar o lugarzinho no céu, para isso era preciso que o ano tivesse o dobro dos dias... que eu sei bem que não sou flor que se cheire.

O que me irrita, o que me põe em brasa é o fatalismo derrotista de quem devia puxar estas crianças para cima, para a luz, a claridade e não mantê-los no buraco onde se encontram e de preferência com a tampa posta, não vá a sociedade vê-los ...

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

DA FESTA, OU DO PORQUÊ DE ACHAR QUE ESTOU A FICAR, FINALMENTE VELHA




Este ano pretendia que fosse mais calma, a intenção primeira era essa, almoço light, um buffet de saladas e frios, umas espetadinhas de carne, outras de marisco, faça você mesmo, na pedra um ou outro semi-frio e quase só adultos na lista.


O dia estava bonito sem estar demasiado quente e comecei logo de manhã muito cedo por lavar caprichosamente o jardim, regar as plantas e preparar as mesas debaixo da pérgula, decoração simples a puxar ao tropical.


Fi-lo de forma calma, com aquele vagar que os anos ensinam, pensando que mais uma vez tinhas passado o teu aniversário longe de mim, meu irmão, foi a 24 de Junho, depois do meu mais querido a 2 e antes de mim a 29. Bem..., pelo menos celebraste em segurança, falámos pelo telefone que agora tem número e local fixo, de toda a forma soube-me a pouco e isso amolecia um bocadinho meu espírito festeiro.


Saber que alguém de quem gosto muito está a passar um mau momento de forma também ensombrava o dia, mas lá fui andando com os preparativos, foi chegando quem tinha que chegar, a música fez-se ouvir, as brincadeiras na água, a boa disposição e o carinho dos amigos foram-me animando e o que seria uma festa simples e calma transformou-se numa paródia que passou para lá das 2 horas da manhã, uma guitarra a quem se junta a viola e o resto acontece por acréscimo.


Estou de rastos, oficialmente velha.


Graças a Deus que também estou, embora de prevenção, de férias!!!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

EU ATÉ PENSAVA


Que era mais fácil fazer passar um camelo pelo cu de um agulha do que ver a demissão de um (des)governante PS concretizada, ao que parece, finalmente quebrou-se o encanto.

O incompetente, quando fez o mimoso gesto, julgava-se ao abrigo da impunidade reinante, tanto que no imediato dizia que nem sequer se demitiria, mal sabia ele que o renovado Sócrates agora não está para brejeirices, depois do valente pontapé, nas canelas que levou nas europeias e vai daí, arvorado em correcto, força a demissão do fantochito que para além de incompetente e inconsciente parece que sempre foi dado a gestos e poses "artísticas".

Vai-te embora vai Manuel Pinho e já vais tarde, não sei é como te vais desenrascar no mercado de trabalho em época de vacas magras de jobs for the boys e ainda por cima com as asneiradas redondas, felizmente registadas em vídeo para a posteridade, que tens vindo a debitar ao longo do reinado, são tantas e tão variadas que apenas vou referir aquela de Maio em que pomposa e convictamente anunciavas o fim da crise. Que sejas incompetente ainda se entende, agora que não leias os papelinhos que te põem à frente como o primeiro tão bem faz é imperdoável.

Bem mas essa preocupação já os portugueses não têm, resta-lhes só a de ver a pasta da Economia em absoluta promiscuidade com a das Finanças e entregues a mais um incompetente.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

OBRIGADA


Pelo carinho, pela amizade, pela sinceridade dos votos.
Vou tentar viver em pleno os 51 como sempre aliás.
Muito embora seja perita em cair sou exímia em levantar-me sacudir a poeira e continuar a corrida, a luta.

"Cheira-me", há qualquer coisa no ar que me diz que este vai ser um bom ano.
Mais uma vez obrigada pelos miminhos na caixa de comentários, pelos mails pelos cartões pelos posts e ainda há quem diga que não há gente a sério no mundo virtual.

Pronto, gostei, emocionei-me e fez-me bem ao ego.

Beijos, mais uma vez obrigada!!!

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

DICIONANDO - - - TAKE ONE

BANDALHO

ban.da.lho, substantivo, masculino, singular
Indivíduo desprezível sem dignidade.