quinta-feira, 21 de agosto de 2008

POR ACASO NÃO ME SABEM DIZER




O que se passa neste nosso jardim à beira-mar plantado?

É que à média de um crime violento por dia em que comerciantes são, quase sempre alvejados a tiro, de vez em quando mortos, num país do tamanho de um pacote de açúcar não faz muito sentido.

A menos que na eventualidade de serem apanhados os ladrões saibam, antecipadamente que se pedirem para cumprir pena no seu país de origem, só fiquem a ter que responder por um terço do tempo de condenação, isto no caso de serem brasileiros, vistas bem as coisas é capaz de compensar.

Se por um acaso os ladrões forem oriundos de países de leste não sei bem como a coisa se processa mas é capaz de ser parecido ou então e o mais vulgar é vermos ser-lhes aplicada a muito efectiva medida de coação que atende pelo nome de termo de identidade e residência que aplicada a um cidadão estrangeiro e num país de fronteiras abertas não podia ser mais eficaz...

Ora já se os meliantes forem portugueses, ou perto, e se por acaso se encontrarem já dentro do veículo de fuga, recomenda-se às forças de autoridade presentes no local que empunhem megafone e indaguem se levam menores a bordo antes de dispararem por forma a tentarem impedir a perpetração do crime, ou estaremos habilitados a ver todo um cortejo de carpideiras nas aberturas dos telejornais e quiçá um polícia processado ou mesmo perseguido e morto ou talvez até a família, honesta e trabalhadora, autênticos pilares da sociedade, da malograda criança indemnizada pelo erário público, ou seja por todos nós, afinal o pai da dita criança e o outro familiar foram interrompidos pela GNR a meio de uma acção de formação profissional.

Como qualquer outro português e conforme amostra junta, tenho também o vício da má-língua, mas convenhamos que nos tempos que correm e olhando apenas e só para a escalada de criminalidade e para as limitações impostas às nossas forças policiais, temos que nos perguntar se à beira do abismo, vamos dar o passo em frente, ou finalmente caminhar estradas diferentes e que conduzam a um destino um propósito que sirva o bem comum, ao invés de continuarmos a correr às cegas por labirintos que conduzem tão só e apenas aos interesses pessoais de Minotauros que dizem viver para servir o país?

10 comentários:

Flávio disse...

Muito bem escrito.
(E por causa disso, tem um link directo no meu blog. Espero que não te importes)
Beijos
Flávio

pensamentosametro disse...

Flávio,

Sabes que nesta casa estás à vontade. O teu blog há bocado não me aceitava os comentários, estava com a birra,já lá volto.

Bjos

Tita

Mr X disse...

Infelizmente, estou em crer que daremos o passo em frente, se é que já não o fizémos.
Não querendo ser racista, não é difícil apontar a escalada dramática e sem final à vista de crimes violentos, prática pouco consentânea com o ser português (à excepção da violência doméstica e abusos infantis que nos atiram desde sempre para um comportamento animalesco)a pessoas que vêm de longe, muito longe, sem nada a perder e cada vez mais conscientes que o crime compensa em portugal.
Temos agora que viver com o crime organizado das mafias de leste e com o desespero brasileiro, entre outros.
A matança começou.
O próximo passo é a justiça pelas próprias mãos. E falta pouco tempo.

Cai de Costas disse...

Snipers

Ovinho Estrelado disse...

É a loucura...

Beijinho

Vekiki disse...

Pensamentos, gostei deste teu pensamento e de ter estado aqui. Não me descalcei nem fumei um cigarro, apenas te li e convido-te a ires até ao meu canto ;-).
Vou linkar-te, OK?

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Os que criticam a acção da GNR são pseudo-intelectuais de esquerda que gostam de conviver com um copo de whiskey na mão e um croqute na outra, emquanto decoram citações para pôr nos seus blogs, nas crónicas dos jornais ou em escatológicos programas de televisão como o "Eixo do Mal".
Se tivessem que ganhar a vida como qualquer cidadão comum, não andassem sempre de rabinho termido e utilizassem os transportes públicos ou os calcantes, para se deslocarem , teriam certamente outra opinião.
Conchinhas do meu Rochedo

hollygang disse...

Não concordo que o crime violento tenha nacionalidade. Mas concordo que é directamente proporcional à miséria social. Assim, como deviam ser directamente proporcionais as medidas de força das autoridades policiais para combater esse mesmo crime. O criminoso tem de sentir que tem algo a perder. E às vezes a liberdade até é uma boa troca pela comida e telhado.
Mas, claro, depois assistimos às manifestações populares contra o excesso de zelo da polícia, que mata criancinhas que, por acaso, vão nos carros dos bandidos.

sonhador disse...

O CSI deve ter origem neste país e não nos States.

Bjos.

Rita disse...

Isto está mesmo a descambar qualque dia estamos como no Brasil a pôr gradeamentos em tudo o que é coisa e com medo de andar na rua e de levar com uma bala perdida...
Jokas