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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

DA PRODUÇÃO LEITEIRA


O fim-de-semana, correu muito bem, obrigada por perguntarem, sobretudo o dia de ontem.

Por razões de força maior, leia-se porque as mães queriam muito ir fazer compras de Natal, arejar, enviar para longe as más vibrações de uma possível depressão pós parto, ou tão simplesmente laurear a pevide.

Vi-me na posse temporária da Caetana e do Salvador. Felizmente que tinha a tarefa facilitada pela competente ajuda da Lau e a inestimável supervisão da Marta...

Ora os dois infantes são alimentados a leite materno e as respectivas progenitoras deixaram os biberons necessários à sua alimentação durante a ausência das mesmas o que deu direito por si só a uma longa explicação sobre bombas e aleitamento materno, apenas porque a Lau queria saber como se punha o leite das mães nos biberons e acreditem que nao se contenta com poucos detalhes.

Os ditos recipientes foram por mim colocados no frigorífico, devidamente etiquetados. Como já diziam os antigos, uma desgraça nunca vem só, ou então e apenas por mera solidariedade as crias de mama começaram a manifestar sinais de que tinham que ser alimentados exactamente ao mesmo tempo, logo D. Marta se dispôs a colaborar dizendo que ia dar o biberon à Caetana e que eu ficava como Salvador que é mais novo mas muito mais irrequieto, rapaziadas.

Tirar biberons do frigorífico, pô-los a aquecer, todas as manobras seguidas de bem perto em jeito de fiscal da ASAE, pela Lau.

Quando finalmente dou a preparação por concluída chamo a atenção da Marta que é preciso ter sempre atenção para não trocar os biberons, para que cada bébé beba o leite da sua mãe.

De imediato, salta a pertinente pergunta da Lau:

- Mas porquê? Leitinho é leitinho. Então as senhoras não são como as vacas?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

JÁ "VINHA" ASSIM


A princesa Lau, a minha neta emprestada, lembram-se? Viu recentemente a sua posição de menina reinante no nosso núcleo de amigos "ameaçada" pela chegada da Caetana.

Ainda mal refeita do susto e quando se começava a habituar à ideia de partilhar a coroa, eis que chega o Salvador, o meu terceiro neto postiço, berrando do alto dos seus potentes 4 quilos e uns pós, para com ela partilhar o trono.

Ora ontem, foi toda a gente em romaria dar as boas-vindas ao novo bebé, toda a gente é como quem diz a Lau e eu não fomos por estarmos ainda um bocado constipadas.

Chegamos a casa depois de termos comprado um miminho para a princesa ameaçada de deposição e começo eu com a conversa moralizante:

- Viste Lau, que bom mais um amigo para brincarmos - corta-me a palavra de imediato dizendo:

- Ó do Sávadorrr, a Lau não tem ccccccciúmes, o Sávadorrrr é menino, os meninos não contam.

Eu juro solenemente que quando nasceu já vinha assim eu não acrescentei rigorosamente nada, nada, nada.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ONTEM



Fui avó pela segunda vez.
Bem avó é como quem diz, avó emprestada que os meus rebentos teimam em continuar solteiros, bons rapazes e completamente improdutivos.

Felizmente o seu núcleo duro de amigos de infância têm cumprido, os meus sobrinhos, começam assim a retribuir os inúmeros lanches, patuscadas e festarolas que amorosamente lhes ofereci, as lágrimas de desânimo e depressões de amores infantis mal sucedidos que ao longo dos anos assoaram aos meus lenços.

E fazem-no da forma mais amorável possível, convidando-me para avó dos seus filhos.

A Caetana só era esperada daqui a duas/três semanas, mas ontem resolveu armar-se em bébé bomba e nasceu, pronto, pelo menos manifesta grande determinação.

Quem não achou muita graça foi a Lau que viu ameaçada a sua posição de neta única, apesar de toda a preparação , esta bebé instantânea enervou-a um bocadinho...

Agora já está mais conformada e até entusiasmada aqui ao meu lado para ir comprar uma prenda para a prima.
Vá, dêem-me os parabéns que isto de ser avó, mesmo postiça não acontece todos os dias.