
O fim-de-semana, correu muito bem, obrigada por perguntarem, sobretudo o dia de ontem.
Por razões de força maior, leia-se porque as mães queriam muito ir fazer compras de Natal, arejar, enviar para longe as más vibrações de uma possível depressão pós parto, ou tão simplesmente laurear a pevide.
Vi-me na posse temporária da Caetana e do Salvador. Felizmente que tinha a tarefa facilitada pela competente ajuda da Lau e a inestimável supervisão da Marta...
Ora os dois infantes são alimentados a leite materno e as respectivas progenitoras deixaram os biberons necessários à sua alimentação durante a ausência das mesmas o que deu direito por si só a uma longa explicação sobre bombas e aleitamento materno, apenas porque a Lau queria saber como se punha o leite das mães nos biberons e acreditem que nao se contenta com poucos detalhes.
Os ditos recipientes foram por mim colocados no frigorífico, devidamente etiquetados. Como já diziam os antigos, uma desgraça nunca vem só, ou então e apenas por mera solidariedade as crias de mama começaram a manifestar sinais de que tinham que ser alimentados exactamente ao mesmo tempo, logo D. Marta se dispôs a colaborar dizendo que ia dar o biberon à Caetana e que eu ficava como Salvador que é mais novo mas muito mais irrequieto, rapaziadas.
Tirar biberons do frigorífico, pô-los a aquecer, todas as manobras seguidas de bem perto em jeito de fiscal da ASAE, pela Lau.
Quando finalmente dou a preparação por concluída chamo a atenção da Marta que é preciso ter sempre atenção para não trocar os biberons, para que cada bébé beba o leite da sua mãe.
De imediato, salta a pertinente pergunta da Lau:
- Mas porquê? Leitinho é leitinho. Então as senhoras não são como as vacas?