quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CALO


... o grito que sinto crescer, cansada de não poder gritar, porque é acto demencial, não aceite, criticável, condenável.

Cobardemente, calo o grito que me libertaria do peso dos dias, meus e dos outros.

É preciso continuar, sorrir, trabalhar, fazer a engrenagem funcionar.

Fazer de conta, pretender, fingir, continuar, fazer a roda rodar.

Andar, sempre para a frente, andar, progredir, avançar quando sei que hoje, a única coisa que queria, era gritar.

3 comentários:

Thunderlady disse...

Grita. Acho que deves gritar. Tu? Preocupada com o que os outros acham? Na.........

Faz uma pausa e grita. Porque não? O que perdes?

Bjs

Anónimo disse...

Nem sempre o facto de não podermos gritar (porque temos de o abafar - que importam os motivos e causas) significa falsidade, obscuridade, fingimento.

Aprendi uma coisa há cerca de um dia: se não grito, sou fingida. Se grito, sou estúpida. Ah, e fingida também.

Assim sendo...

Beijinhos, Tita. *

ovo*

SONHADOR disse...

subscrevo a Thunderlady.

beijos.