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segunda-feira, 20 de julho de 2009

SEMELHANÇAS OU REMENISCÊNCIAS?


Eu vejo pouca televisão, é uma realidade, mesmo assim ainda há dias tropecei num pseudo programa de humor da RTP 1 que de tão pobre, grotesco e de absoluto mau gosto apenas me fez lembrar os meus anónimos/as.

Pobres de espírito, mal vestidinhos de cara, sem piadola nenhuma, sem chama.

Não trazem nem fazem nada de novo, limitam-se a macaquear e a escarnecer da concorrência, tornando-se assim enfadonhos, vulgares, ultrapassados, eternamente condenados ao zapping. Não fossem os tachos e as combinações de vão de escada e estariam, muito justamente a engrossar as filas do desemprego...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

UM DIA DESTES "PASSO-ME"


E juro que parto a cara a uma certa psicoparva.

Eu podia estar de férias na boa, tomando umas banhocas de piscina e beberricando Mazagrans sem ninguém que me importunasse, olarilas se podia.

Mas como fui péssimamente educada e me ensinaram sempre a pensar nos outros, a partilhar, e como não tenho cú para ficar em casa fazendo coisa nenhuma ou seja o acima descrito, aqui a bela Tita toca de importunar Deus e todo o mundo para arranjar transporte e contando sempre com o amor e boa vontade de um grupo de mulheres fantásticas, daquelas que não fazem pedicura, nem vão ao ginásio nem a centros de bronzeamento à pistola, mas que não hesitam em dar tempo que é seu vindo para o seu local de trabalho às 5 da manhã para prepararem merendas, águas, toalhas e fatos de banho para cerca de 23 meninos que de outra forma não teriam nunca um dia de praia, muitos nunca tiveram, aproveitem estes inesperados dias e possam ter um dia mais tarde, uma memória feliz.

Aqui a caramela de serviço e as ditas senhoras do coração gigante tudo têm feito para que os miúdos se divirtam e tenham dias felizes despreocupados de criança como deveriam ter e não têm tido esse direito que lhes foi negado ao longo da sua curta mas amarga existência.

Chegámos ontem cansados, rebentados mas felizes e a tal psicoparva, acabadinha de regressar das suas mini-férias Espanhoelas, espeta-me com esta: "Acho que a Tita está a cometer um erro terrível, completamente ao contrário do que mandam os manuais, está a mostrar-lhes um mundo que nunca estará ao seu alcance e isso não pode ser benéfico".

A estúpida já me tinha dito o mesmo pelo Natal e eu juro pelos Santos que se hoje volta a dizer-me o mesmo a convido a enfiar os manuais num sítio onde não se vê o sol...

Levo os putos à praia porque sim, porque são crianças como as outras que gostam de areia, de mar e do gelado depois do banho, não procuro agradecimentos nem gratificações, tão pouco comprar o lugarzinho no céu, para isso era preciso que o ano tivesse o dobro dos dias... que eu sei bem que não sou flor que se cheire.

O que me irrita, o que me põe em brasa é o fatalismo derrotista de quem devia puxar estas crianças para cima, para a luz, a claridade e não mantê-los no buraco onde se encontram e de preferência com a tampa posta, não vá a sociedade vê-los ...

terça-feira, 30 de junho de 2009

DICIONANDO - - - TAKE ONE

BANDALHO

ban.da.lho, substantivo, masculino, singular
Indivíduo desprezível sem dignidade.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

VAI-SE A VER E A "MECINHA" AFINAL É PUTA


Não que seja grande leitora das revistas do dito social, pois dito que de social têm pouco e de jet 7 menos que em Portugal é coisa que não existe...

Mas que se compram lá em casa compram, para grande satisfação da D. Teresa do quiosque o querido marido é viciado em revistas, sobretudo à volta do tema automóvel mas também das ditas do social que pontualmente com a Visão e a Sábado batem na minha mesa de café todas as semanas e por lá têm tendência a assentarem arrais eternamente, no meio da Elle e da Vogue porque compro porque sim, gosto das fotografias e de algum artigo ou outro.

Pelo menos uma vez por semana faço a revisão à matéria dada, ou seja às revistas fora de prazo, retiro os cadernos de culinária e passo os olhos pelas "gordas" das tais, das ditas do social que a meu ver mais não são que um infindável cortejo de miséria humana coberto por trapinhos mais ou menos iguais e quase sempre desadequados às silhuetas, para não falar dos cabelitos quase todo ao estilo, ai que ia morrendo de susto para eles, e fui lambida pela vaca lá da quinta, tá a veer? - para elas.

Ora ontem ou no sábado já não me lembro bem, estava justamente no exercício de tão banal e doméstica tarefa quando me caem os olhos na Tv 7 Dias e começo a ler aquele trágico narrar de tias que são putas e putas que são tias, ao que parece a coisa já vinha de longe, uma história qualquer com a Alexandra Lencastre a quem gosto de ver no écran, dependendo dos dias mas de quem a vidinha não podia interessar-me menos.

Apesar de ironizar acerca da coisa nestas linhas, acreditem que fiquei triste, confundida, pesarosa até ao verificar ao estado de degradação moral a que certas pessoas chegam apenas para conservarem um estatuto, um padrão, um determinado nível de vida, conduzir o carro B, frequentar o restaurante Z e fazer compras aqui, ali em NY e Paris e poderem encher os ouvidos com a narrativa das aventuras a quem quase sempre não tem a menor vontade de as escutar.

Para a próxima quando estiver a ser atacada por uma parceira de viagens, ou de cabeleireiro, ou daquelas que metem conversa a propósito de nada na pastelaria, ou ainda das outras que têm blogues e tudo e vão aos das outras pessoas como anónimas, armarem-se ao pingarelho, daquelas que nunca se calam com descrições de eventos, feitos hérculeos dos progenitores e com o debitar sem fim da linhagem familiar, compras, marcas e viagens, não vou poder conter-me e automaticamente pensarei.

Será que também esta é puta? E quanto cobrará à hora?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

NÃO GOSTO. PRONTO!




Não gosto de coisas pequeninas.


Não gosto de grupetas, lobbies e afins.


Não gosto de gente ambiciosa no mau sentido


Não gosto de quem utiliza outros para se auto-promover


Não gosto de gente que diz por dizer


Não gosto de quem é verde ou vermelho conforme quem tem à frente no momento


Não gosto de quem faz dos outros parvos


Não gosto de máscaras, daquelas de mentir de magoar


No gosto de mentirosos


Não gosto de me sentir traída ou usada


Não gosto de ver quem eu gosto ser espezinhado, traído , usado


Em suma, está-me cá a parecer que não gosto de filhos da mãe

sábado, 28 de fevereiro de 2009

MAU FEITIO - NOVA MODALIDADE


Quando alguém de quem gosto, diz, faz ou então não faz o que esperava, fico triste, mas a porta fica sempre encostada pronta a ser aberta de par em par.
Quando alguém de quem não gosto faz o mesmo, dantes, antigamente, ficava igualmente magoada. Agora? Desde que comecei a praticar esta nova modalidade de mau feitio, bato com a porta e quando rodo nos calcanhares para seguir em frente já nem me lembro do nome.
Isto tudo porquê? Olhem, porque sim e sobretudo porque estou farta de ser boa rapariga, e porque não, porque não me aborreceram o suficiente para deixar de aproveitar estes dias de folga e passear à beira-mar. Já lá vai o tempo em que tempo perdia a aturar donos/as da verdade (mesmo assim já perdi aqui uns belos cinco minutos...)
Bom fim-de-semanaaaaa!
Mesmo com a promessa de chuva, fuuuui!!!!!!!!!!!!