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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

DE ONTEM A HOJE


Hoje como ontem não estou cá.

Sinto-me incomodada, apertada, sem ar.

De repente abro os olhos e sinto que afinal há muita coisa abaixo da superfície das coisas, coisas menos boas, escuras, dúbias, pardacentas.

Sei que não quero, nunca quiz, pertencer a este mundo de negrumes e penumbras de contornos e passos mal definidos.

Não quero pertencer ao mundo das falsas intenções, dos falsos beijos, afagos e sentimentos.

Acho que continuo a ser só e apenas pela claridade, acho que continuo a não querer perder a ingenuidade.

Quero conservar intacta a minha forma de olhar o mundo, mesmo que para isso fique só.

O meu mundo é simples de entender, de um lado o claro, do outro o escuro sem cinzentos.

Não cedo, nem faço concessões, o politica e socialmente correcto repugnam-me.

Não me convidem para a festa dos falsos sorrisos, não vale a pena, não percam termpo, não vou comparecer, nunca, continuo a entender um cada vez maior número de coisas de forma diferente dos demais, não quero, sei que não quero, tenho a certeza, de que não vou por aí.