
Hoje como ontem não estou cá.
Sinto-me incomodada, apertada, sem ar.
De repente abro os olhos e sinto que afinal há muita coisa abaixo da superfície das coisas, coisas menos boas, escuras, dúbias, pardacentas.
Sei que não quero, nunca quiz, pertencer a este mundo de negrumes e penumbras de contornos e passos mal definidos.
Não quero pertencer ao mundo das falsas intenções, dos falsos beijos, afagos e sentimentos.
Acho que continuo a ser só e apenas pela claridade, acho que continuo a não querer perder a ingenuidade.
Quero conservar intacta a minha forma de olhar o mundo, mesmo que para isso fique só.
O meu mundo é simples de entender, de um lado o claro, do outro o escuro sem cinzentos.
Não cedo, nem faço concessões, o politica e socialmente correcto repugnam-me.
Não me convidem para a festa dos falsos sorrisos, não vale a pena, não percam termpo, não vou comparecer, nunca, continuo a entender um cada vez maior número de coisas de forma diferente dos demais, não quero, sei que não quero, tenho a certeza, de que não vou por aí.