sexta-feira, 25 de julho de 2008

A EXPRESSÃO


Como piolho por costura, costumava ouvi-la à minha avó para designar pessoas invasivas, abusivas, peganhentas, daquelas que apresentamos a um amigo numa ocasião qualquer em nossa casa e que passado poucos dias já estão de mala e cuia em casa do pobre como se tivessem uma amizade sólida desenvolvida ao longo se muitos anos.


Aparecem-nos nos lugares que frequentamos de forma inusitada persistente, insistente, irritante, perseguem-nos e alastram-se ao nosso círculo de amigos, impõem-se, fazem-se presentes constantemente, aparecem pendurados nos nossos amigos e conhecidos, assentam arraiais nos nossos sítios preferidos, cansam-nos com a sua excessiva exuberância, pesam-nos, desgastam-nos, chegam mesmo a prejudicar a nossa interacção com os outros.

Não têm limites, pura e simplesmente, não sabem, não são capazes de parar, o coleccionar de relacionamentos, ou melhor, conhecimentos, funciona para eles como uma espécie de droga.


Quase sempre procuram conhecer pessoas em função de quanto a sua popularidade lhes poderá render, traduzir em fama, falsa glória, popularidade.


Contudo, este comportamento deixa-me sempre a dúvida terrível, o não saber se estamos perante um cínico, um exibicionista, um idiota chapado ou uma vitima de tremenda solidão.


Se perguntarem se me aborrecem ou se os aceito calmamente, não lhes atribuindo qualquer relevo, respondo-vos aberta e sinceramente que, tenho dias...

6 comentários:

Thunderlady disse...

Possivelmente nem se chega a lidar com a pessoa tempo suficiente para descobrir o que o comportamento revela.
Esse tipo de pessoas costuma desaparecer tão rapidamente da vida das pessoas como surge, assim tipo fogo de artifício, só que o fogo de artifício deixa saudades e este tipo de pessoas não, ao fim de uns tempos (pouco nos casos de que tenho experiência) acabo por nem me lembrar que pessoa tal existe.
Acabo por fica rum pouco triste pela pessoa. Não consigo evitar. Do mesmo modo que quando me apercebo do que ela anda a fazer para se intruir no meio não consigo evitar sentir-me (e ao meu espaço) invadida.

A experiência já me ensinou a não temer estas situações: do mesmo modo que aparecem desaparecem. Se não pertencerem à categoria do cínico nem sequer fazem mossa.

Beijinhos e dia bom!

sonhador disse...

nem vale a pena dar troco a essas pessoas.

Bjos.

Ana Oliveira disse...

A estes oportunistas tristes é deixá-los a falar sozinhos...
À solidão provada e comprovada...haja paciência...e esperança no retorno !

Anónimo disse...

Carrapatos, tia Tita. Carrapatos.
Deus me livre.
Também já virei frangos desses.(onde é que eu li esta expressão?ehehe)

beijinho

Teresa

Rita disse...

Eu não tenho paciência para eles e sem dó nem piedade corto rente essas evas daninhas da minha vida...
Jokas

pevide disse...

"Deslarga!"
Gentinha irritante e acéfala!
É enxotar como as galinhas! Xô!!!

;)

Beijo