
... aliás, o mau hábito de ir ligando televisões à medida que vou cumprindo os vários rituais matinais e assim ficar a par do que vai pelo mundo.
Se eu tivesse juízo, fazia como as pessoas inteligentes e ouvia música. Assim escusava de ter esta "azia" associada a pensamentos homicidas, provocados ambos pela simples audição do incompetente do ministro das finanças e do tachista Vítor Constâncio.
Belo bode expiatório a crise económica mundial.
Mas acho que o que ainda me enoja mais, porque sim, já cheguei à fase do vómito, o ar triste e piedoso com que estas alimárias dizem que o próximo ano ainda vai ser pior, choramingam, queixam-se, desculpam-se mas não apresentam soluções e no entretanto o português comum vai gastando vida rodeado apenas de sacrifício, tristeza medo, insegurança e frustração, apenas para que se cumpram os delírios de uma classe política que não hesita em encher os bolsos enquanto exibe a máscara da democracia.
Para quando o fim da passividade ? Será que não ninguém, mesmo ninguém, uma voz, uma luz ao fim do túnel que nos faça de novo confiar na bravura do povo português?