
Ontem tive um dia daqueles, olhem, daqueles que nem ao Sócrates se desejam, o fim de tarde então. Para esquecer, parecia que não havia quem não tivesse tirado bola preta com o meu nome.
Chego a casa com o chamado humor do cão, mas de cão bem sarnento e mal entro, deparo-me com a folia instalada, castanhada pois então, a grupeta do costume castanhas assadas e febras, água-pé e demais acompanhamentos.
Como tinha dito peremptoriamente que não ia à Golegã, ainda por cima a chover aquele que habita a minha cama há já uns escandalosos 30 anos trouxe a festa até mim e animou-me como só ele sabe fazer e as agruras do dia desapareceram como por magia.
Não, não é por isso que vou ao Modelo, mas é por estas e por outras que consigo continuar caidinha por ti, meu amigo de todas as horas, meu amor.
Ah! É verdade, as perturbações electromagnéticas que sentiram no vosso televisor por volta das 23.30, não foram nenhuma incursão de extraterrestres, foi por essa hora que me convenceram a cantar um fado...
