quinta-feira, 29 de maio de 2008

REFLEXÕES


O melhor método de separar o trigo do joio, o verdadeiro do falso, aquele que sempre se provou o mais eficiente, é contudo o mais banal, o de maior simplicidade de execução.

Basta prestar atenção às pequenas coisas, aos detalhes, às coisas que temos tendência a não ver porque não queremos olhar, no entanto elas estão lá, todos os avisos estão escritos em letras de cores vibrantes, todos os sinais de alarme tocam estridentes.

Voltamos a cabeça e encolhemos os ombros porque é mais fácil, mesmo que não seja o melhor, o mais correcto é mais fácil e por aí vamos.

3 comentários:

Thunderlady disse...

Ah os detalhes, os detalhes. As "guerras" que já tive por causa da importância dos detalhes e das pequenas coisas.

Agora basta-me a mim vê-las. e separar os meus trigos dos meus joios.

Bj :)

sonhador disse...

escolhemos sempre o caminho mais curto e, quase sempre, é aquele que mais problemas traz.

bjos.

Lisa's mau feitio disse...

Querida Tita,

eu separo o trigo do joio.
Infelizmente, acabo por fazê-lo, a maior parte das vezes, da forma que referes.
Sei que está lá. E encolho os ombros. Viro costas. E volto a encolher os ombros...

É o mais fácil. Mas olha que também é doloroso sabermos que as nossas costas se voltam e que os nossos olhos se encolhem por causa de alguém que algum dia tivemos em total consideração e a quem chamamos "amigo".
E o seguir caminho pela seara da vida de ombros encolhidos não é fácil. Não sou de esquecer com fel quem antes estimei. E prossigo com essa sensação de vazio, de sorriso para o que se me depara à frente dos olhos.
Faço assim. sem olhar para trás. E, se o faço, recordo as amizades e relações com mais dor do que fel.

E isso custa muito, Tita. Custa tanto como custa a quem corta radicalmente raizes e a quem separa o trigo do joio de forma objectiva e frontal. São apenas duas formas de cortar. Duas formas diferentes de seguir em frente.
E, sabes... Também nunca me acho no direito de fazer ver a quem é joio que o é. Todos somos adultos. Que me entendam na atitude do emcolher de ombros. Sobetudo se o encolher dos mesmos for de pena. Que é o sentimento um dos sentimentos que se pode nutrir por alguém que seja irremediavelmente pobre de alma.

Não sou hipócrita com esta atitude. Sou apenas reflexiva à minha maneira.
É a minha forma de estar perante as desilusões.

Mas o teu texto e tantos momentos que vivo farão, com toda a certeza, força para que eu comece a distinguir-me nas atitudes não entre trigo e joio. Mas entre joios. Aí é que eu penso que tenho de alterar a atitude...

Beijinhos e afectos

Lisa