
Foi por conta dela que aqui voltei.
Saudades vossas mas sobretudo minhas, nossas, do tu cá, tu lá das palavras, das diferenças, das semelhanças, da proximidade da divergência que coincide, das ideias, dos sentimentos, saudade de tanta coisa, sobretudo de mim, da que eu era e já não voltarei a ser, mesmo não divergindo de mim, do meu eu nuclear, hoje sou diferente, estou bem por ser diferente mesmo sentindo saudade da outra, da que ficou lá atrás.
Hoje, é dia de recomeço de deixar de escrever ao volante, palavras que se esfumam pela janela aberta e se espalham pelas auto-estradas, pelos rios pelos campos não encontrando nem rumo nem eco.
Hoje, é dia de recuperar a busca de mim dentro das palavras, tanto minhas, como vossas.
Hoje, é dia de quebrar a solidão.



